sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A ÚLTIMA CARTA

Os garotos estavam bastante preocupados com Luiza, principalmente depois de toda aquela revelação na biblioteca. Resolveram visitá-la na ala-hospitalar ainda esperançosos de que logo, logo ela acordasse e eles também pois a cada momeno que passava, a cada carta que chegava eles queriam pensar que tudo aquilo que estavam vivendo não passasse de sonhos.
Madame Pomfrey se incomodava com a presença de tanta gente na ala-hospitalar, mas nada podia dizer pois os garotos tinham uma autorização de dumbledore para visitar Luiza quando quisessem.
Mais tarde após a aula de Transfiguração Diego foi até o salão comunal da Grifinória, onde iria escrever em seu diário suas anotações mesmo que estas misteriosamente vinham sendo apagadas magicamente.
Sentou-se numa poltrona, admirou a lareira apagada com restos de carvão, respirou fundo, abriu o diário e começou a escrever.
A Janela estava aberta e a coruja dos Malfoy trazia mais uma carta ao garoto. E ao terminar de ler ele pode constatar que aquela seria a última.

Hoje a noite enviarei o último sonho, o sonho em que você e seus amigos encontram a passagem para o lugar onde Luiza está, lugar ao qual você deve levar o espírito do unicórnio e libertá-lo.
Soube que ontem você fez grandes progressos e descobriu onde o Unicórnio está e como libertá-lo, fico feliz. Saiba que não o escolhi de propósito, como você mesmo pode ver na visão que teve, o Unicórnio só é libertado se o Dragão o acompanha.
Como já encontrou o Unicórnio e já sabe de tudo isso, sua missão agora é me trazer o sangue deste animal e enviá-lo por esta mesma coruja que ficará no corujal a sua espera. Não falhe! Ou sofrerá as consequências.

N.B.


Como Narcisa soube da visão? Diego não sabia, a única coisa de que tinha certeza era que devia procurar Elinor e contar que teve uma visão ao tocá-la e percebeu que ela possuia o espírito do Unicórnio de prata e ele o espírito do Dragão de Rubi, e que eles deveriam partir para Monoceros naquela noite.

O Grifinório andou por quase toda a Hogwarts procurando a garota, havia perdido três aulas e seu pés estavm inchados. Sentou-se na primeira sala em que encontrou uma porta vazia e resolveu descansar.
Encontrou nesta sala pena tinteiro e pergaminho, e teve a idéia de escrever uma carta para cada um de seus amigos pedindo para encontrá-lo na biblioteca. Escreveu também para Elinor, mesmo sem saber se ela apareceria. Assobiou o mais alto que pode e sua coruja Shamhat entrou na sala onde ele se encontrava e tratou de levar a carta aos seus amigos.

Para a Surpresa de Diego, Elinor foi a primeira a chegar na biblioteca e se sentar junto dele.

-Achei que não viria. Te procurei por todo o castelo.

-Eu estava na Floresta Proibida, não viria, mas os unicórnios me convenseram.

-Quando peguei ontem em sua mão tive uma visão e...

-Eu também. Vi que eu e você guardamos os espíritos de Monoceros. Eu o unicórnio de prata e você o dragão de Rubi. Mas acho que é apenas devaneio.

-Mas eu também vi a mesma coisa, era uma visão e precisamos ir a Monoceros hoje. Você vem? Se disser que não entenderei, mas devo ir, mesmo que sozinho. Luiza está lá e preciso resgatá-la.

-É o meu dever, mas estou com medo. A profecia diz que para ir a Monoceros é preciso morrermos.

-Não uma morte real, apenas uma morte em que o espírito viaja sem o corpo, mas volta assim que cumprida sua missão. ficaremos em coma pelo que entendi.

-Estou nessa. Além disso, os unicórnios me disseram que Monoceros precisa ser salva.

O restante do grupo chegou e todos sentarm na mesa e diego e Elinor contaram tudo o que sabiam e que naquela noite seriam enviados a Monoceros. Partiriam em busca do sangue do unicórnio de Prata, iriam para um mundo desconhecido, era tudo uma grande loucura, tudo para salvar Luiza e se possivel suas próprias vidas.

-Estou louco para ir a Monoceros e acabar com tudo isso! - Cassius disse e seu cabelo estava amarelado

-Também quero. - Débora não conseguia esconder a preocupação que tinha de seus amigo, nem de ninguém

-Bem ja está tarde! Vamos nos deitar e esperar que Narcisa invada nossos sonhos e nos leve a Monoceros.. - Elinor disse pegando nas mãos de Diego - Tomara que os espíritos que guardamos estejam fortes o suficiente para a batalha que está por vir.

Todos se levantaram e se dirigiram apreensivos aos dormitórios.